
Olavo* era duro. Se apaixonou e resolveu casar três meses depois. Casou. Sua mulher era um anjo na terra, mas sua sócia era um capeta na cama.
A esposa descobriu, largou dele e seguiu o rumo. A sócia casou com ele. Construíram um império. Três empresas. Dinheiro. Respeito. Churrasco.
Olavo pegou o vicio no jogo. E foi perdendo dinheiro. A mulher desanimou. Perdeu mais dinheiro. E churrasco. Duro, ela não quis mais saber dele. Podia até faltar carinho, mas não podia faltar dinheiro. Tinha carinho, mas não tinha dinheiro.
Ela largou dele.
Olavo já não via muito sentido no amor. Partiu pra, como posso explicar… Pra ‘ousadia’. E toda semana eram duas, três mulheres diferentes. Olavo já circulava a casa dos quarenta quando numa dessas seduzências descobriu Cleide.
Cleide não deu no primeiro encontro.
Nem no segundo, nem no terceiro. No ‘quarto’ também não. Olavo pirou. Que mulher é essa? Olavo se encantou. Tomou pra si o desafio de traçar aquela menina. E nada.
Cleide tinha lá seus 18 anos. Nova porém ajuizada. Prendada. Carinhosa. Uma conversa incrível. Ótima companhia. O tempo passou e Olavo esqueceu de comer a moça. Já não jogava. Perdeu a graça de virar a noite, a menos que fosse com Cleide assistindo filme e comendo pipoca.
Semana passada completaram dez anos de casados.
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Os nomes foram alterados.