Teu cheiro nos meus dedos

Ainda dá pra sentir o teu cheiro entranhado na minha pele. A memória olfativa esfrega na minha cara todo tipo de lembrança do teu corpo. Cada curva sua percorrida pelo meu nariz.

Das noites boas que essa vida dá, conto quantas tive com uma mão. Talvez com duas, afinal as nossas noites são uma ode à parte,

Hedonista.

Com duas esfregadas da mão esquerda no rosto compreendo, por uns instantes, a razão da vida. Ainda sinto tua nuca entre meus dedos, brincando com teu cabelo e deslizando pra orelha. Vem cá. Continua na minha memória, no meu corpo, em cada esquina que eu dobrar. Fica aqui. Vai não.

Dos prazeres da vida, o maior é você.

Das dores da vida, a maior é você.