Sobre entender o tempo das coisas e o próprio tempo

Estou há três dias arrumando a casa. Sim, eu sei, você provavelmente arruma a sua casa em uma tarde. Algumas horas, caso trate-se de vários cômodos.

Descobri que eu, particularmente, preciso de uma semana pra isso.

E tudo bem ser assim.

Entre tirar poeira, arrumar, lavar e arrumar de novo, há um exercício que pratiquei ao longo do ano como nunca antes na minha vida: o desapego.

Me livrei de papeis velhos, de peças de roupa já rasgadas, de objetos com defeito… E nesse processo ainda encontrei moedas, me livrei de miudezas, me livrei até de uma mesa cuja função era apenas abrigar coisas que já nem uso ou uso pouco.

Desapego.

É bonito falar disso, né?

Mas praticar o desapego de projetos, de dinheiro, de pessoas, de vivências… O desapego geral mesmo, aquele hardcore, esse pouca gente tem disposição de praticar. Eu era uma dessas pessoas.

Era.

Quando entendi o meu tempo, me senti livre pra desapegar. Comecei a entender que certas coisas não precisam e nem devem acontecer agora. Aceitei que não estou preparado para certas coisas e jamais vou estar – então, quando elas acontecerem, serão brindes do universo em reconhecimento ao meu esforço.

Tudo tem seu tempo. Inclusive o Rei Salomão já dizia isso.

Espero sinceramente que 2019 seja um tempo bom pra todos nós. Um tempo de crescimento e de aprendizado. Um tempo que nos faça entender o tempo das coisas e o nosso próprio tempo.

E se for necessário, o que sempre é, que seja um tempo pra desapegar.

Assim a gente prioriza o que for mais importante.