O barulho das teclas me deixam surdo. Cada pigarro, passo, respiro ou mero acender de luzes me faz sufocar.
É como uma roda gigante estar sobre a terra, fazer peso nela e depois flutuar.
Só queria, neste instante, um abraço quente e amoroso de algo até então jamais concebido: um sentimento sincero, puro e eterno.
Um daqueles amores da vida inteira, mesmo que de forma passageira, sob o calor da lareira.
Ah, mas não é maluquice não.
É só o extravasar de uma cabeça pesada, alcoolizada e abandonada.
Não, não é chororô não. É só um dia fatídico que insiste em se arrastar.
Mas chega uma hora que a gente cansa.