De cabeça baixa, Ribamar ae esconde pelas sombras. Um poste aqui, uma marquise ali, uma parede acolá: tudo servia de abrigo para a chuva de imbecilidades dos bares da cidade.
No bolso direito um cantil de whisky. Na mão, uma maçã. Verde. Daquelas bem bonitas, parecem até cenográficas. De fome Ribamar não morreria. Não essa noite. Talvez de câncer ou algum outro mal piorado pela fumaça da cidade.
Ribamar só queria partir em silêncio.