Sem remédio

Eu tô morrendo. Não, não é daquelas histórias de poeta ultra-romântico, você sabe que não tenho o menor talento pra bancar o Casimiro de Abreu – apesar que eu toparia passar uns dias lá na cidade que leva o nome do poeta tuberculoso.

Doenças.

A verdade é que a cada dia que passa eu fico mais distante do nascimento e mais próximo da morte. Calma, você também. E cada dia sem nós é um dia a mais cheio de dores, sem a morfina do nosso amor. Sim, isso mesmo, morfina. Porque se a vida te dá limões, não dá pra fazer uma limonada já que ela não te dá gelo nem açúcar nem copo e nem sequer água encanada.

O tempo tá passando e a gente tá perdendo, ou melhor, se perdendo.