Nem o sabonete de camomila é capaz de acalmar a minha pele com o cheiro da tua pele. Tá aqui cravado, como um atestado de alegria muita nessa vida pouca. Faço questão nenhuma de rima, mesmo com a alvorada que se aproxima às cinco da matina. Dava pra engolir um poema inteiro ou escrever uma crônica primeiro.
Primeiramente, me beija.
Mas não me beija por carência, seja minha ou sua. Não me beija porque disseram que isso é o que fazem os adultos quando trocam mais de um sorriso seguido. Não me beija porque já tá tarde. Não me beija porque você é a escolhida e muito menos porque sou o amor da sua vida. Não me beija por nenhum outro motivo que não seja o hoje. O agora. O momento. A celebração desse encontro cósmico que é o teu olhar com o meu olhar.
Quando te olho, mulher, acredite, meu coração faz uns “tum-tum” meio assim descompassados, sabe?
Mas fica tranquila porque coração de poeta é assim,
dança em verso e prosa, lança um verde e rosa,
e bate rápido tipo um tamborim.
Salve Cartola. Porque bate outra vez com esperanças o meu coração, pois já vai terminando o verão.
Enfim.