Acredito cegamente na ideia de encontrar aquela moça “pra casar”. Machista! Sou não, peraí, sou o penúltimo romântico – o último é o Delano.
Com que tipo de pessoa você quer passar o resto da sua vida? Com quem você conseguiria acordar sorrindo numa segunda-feira de inverno e ver que vale a pena encarar aquele trânsito infernal e o chefe insuportável?
Entenda: “pra casar” não é a mulher que sabe cozinhar. É aquela que vale a pena cozinhar. É aquela que te faz fazer coisas que não faria ou fazer com excelência aquilo que você faria.
Talvez a sua mulher pra casar use dreadlocks e curta uma praia. Talvez a do cara aí do lado seja uma engenheira especializada em física, porque você é fã de Star Wars e fica maravilhado com a maneira como ela explica os segredos do universo.
Em tempos de amores descartáveis, acredite, ainda dá pra encontrar alguns feitos pra durar.
Pra mim, mulher pra casar tem gostos bem peculiares. Ela sabe quem foi Nina Simone sem ter ouvido falar dela pela primeira vez numa chamada do Netflix. Ela não tem preconceito com funk. Gosta de ver filme agarradinho mas também gosta de som alto.
E o lance do fogão?
Tem homem apaixonado por cozinhar. Esse cara não vai querer uma mulher na sua cozinha, não é mesmo? Tem uns que são preguiçosos. Esses não vão nem querer mulher.
Consigo imaginar aquela tarde de outono, nós dois fazendo a janta. Eu preparo o molho e ela prepara a massa. Eu cuido do queijo e ela do tomate. Eu escolho o vinho e ela a sobremesa.
Parceiragem.
Vai ver, todo cara quer encontrar aquela moça gente fina – e a ideia de “gente fina” pode ser muito relativa. Tipo física. Tipo a mina do Star Wars.
Aquela que te deixa “feeling good”.