Olhos de Jabuticaba

Zoião de jabuticaba, isso sim. E sem saber pra onde apontar meus zoinho, eu procurava a lua, as estrela, os passarinho… Mas o tempo tava nublado que só.

O jeito era zoiar de volta.

Lembro nem da voz, só dos zoião. Mas me perdi ali não, desconfio até que me encontrei. Dava um medo danado. Aquela moça formosa, sorridente, cheia de vida e eu caçando nuvem no céu chapado.

Dos três minuto de papo, guardei só as vontade. Ô que vontades. Mas não tô falando daquelas coisa que os marido faz com as muié não. Tô falando de otras vontade.

Uma vontadona assim de flutuar, de ficar sorrindo bobo sentado no banco da pracinha, de soltar pipa, de escrever uns versinho, de comer algodão doce – porque nunca vi uma pessoa triste comendo algodão doce, cê já viu?

Cê num tá entendendo, era uns zoião mais bonito que brisa de primavera. Mais agradável que chuva no meio da tarde no verão. Mais lindo que o sol indo dormir no outono. Mais melhor que o inverno agarradinho vendo filme.

Essa moça era um mundo.

Seus zoião era meu lar.