Era seu primeiro dia de volta à civilização. Podia sentir a brisa de verão mais uma vez acariciando seu rosto. Não tinha mais de se contentar em ver o Sol através de um quadrado pequeno e apertado. Agora o Sol era seu.
Luis se sentia poderoso, e sabia que agora tinha uma vida. Ficha limpa. Uma profissão. Sortudo.
Seus familiares não vieram lhe visitar, sua namorada o largou, não tinha ninguém na porta do presídio para lhe receber.
“É mais fácil alguém te pagar uma bebida do que te comprar um remédio”, ele pensa.
O terror do sistema agora estava de volta às ruas. Redimido, talvez.
Ao seu redor o mundo cheio de ódio se volta contra si, e Luis se apercebe que está num ciclo interminável de dor e sofrimento.
Pena notar isso depois de ser preso novamente.