Maria, sem título (23/04/2009)

Maria era bela, jovem, cheia de vida, adolescente, e mãe de duas filhas. Cada menina tem um pai. Cada dia é um sofrimento. Cada boca uma pensão.

Cheia de sonhos, Maria assite a TV, pensa no que poderia ser um dia, e viaja… vai a Londres, Paris, Pequim, e acorda com o barulho infernal das duas crianças.

Ela só quer um pouco de tempo, um pouco de atenção, mas não percebe que a sua vida escorre pelas suas mãos a cada dia, e a presença de filhos em tão pouca idade apenas acelera o seu envelhecimento, e a torna chata, feia. E começa a ver que para ser feliz precisa ter a cabeça no lugar, que não pode se envolver em caminhos sem volta.

Infelizmente ela só refletiu sobre isso durante o julgamento do seu novo namorado, que foi preso por tráfico de drogas.