Manhã de outono na grama

A brisa de outono acaricia meu rosto barbudo, enquanto descanso na grama levemente úmida do orvalho forte que caiu na noite passada.

Lembranças quase infinitas me atormentam enquanto concentro para o dever. Preciso ter foco. Mas o ruído alto de gente jovem me embaralha mais ainda as ideias.

Cheiro de carne fresca. Se amontoam abraçando-se e suprindo suas carências com a futilidade juvenil, tão peculiar nestes corações descartáveis.

Lembranças gigantescas me esmagam, me sinto pequeno diante da vida. Nestes tempos adultos, não há espaço para carências ou superficialidades juvenis.

Nem sempre dias lindos são bons.