O corpo magro, praticamente raquítico, cambaleava ladeira abaixo à procura de uma birosca capaz de lhe vender outra saideira. Ribamar suplicava com cada movimento por uma dose. Um gole que pudesse acalmar sua alma.
Seria mais uma tarde fatídica na vida de um bêbado. Uma nova busca por cachaça. Ribamar só pensava no seu copo. De tão magro, tinha dificuldades em dias de vento. E como ventava. A cada gole, brisas mais fortes.
Conseguiu esbarrar em todos os corpos fora do seu caminho. Se debruçou no balcão, e num grande esforço juntou letras para formar as palavras que espantariam todo o recinto: “um copo d’agua por favor!” os Cachaceiros arregalaram os olhos, e até o dono do bar perguntou: “tem certeza?”
Ribamar só queria lavar o copo de pinga para tomar conhaque.