A verdade cruel é que a gente só precisa da alegria de um samba no fim da tarde, do aconchego de alguém que nos ama e uma comida boa na mesa.
Talvez você não seja dado ao samba, compreendo. Eu mesmo tenho lá minha predileção ao jazz. Mas aquele sol se pondo e aquelas pessoas sorrindo em volta da mesa é a cena da felicidade, do sucesso mesmo.
E comida boa, convenhamos. Cê já comeu um ovo cozido com um salzinho? Hoje mesmo me acabei num arrozfeijãoefrango que me levou às nuvens.
A felicidade é simples e não tem conta bancária.
Toda vez que penso em felicidade reforço minha aversão ao acúmulo de capital. Há quem diga “queria estar triste em Paris”. Eu vos digo: quero ser feliz na Pavuna.
Felicidade não tem endereço.
Comida boa. Música. E gente. Porque sem gente, confesso, não dá pra ser feliz. Tem jeito não, é assim que funciona mesmo. Vai ver é por isso que as pessoas se casam, né.
Ser felizes.
Pena que a parte do “pra sempre” complica quando a conta bancária emagrece. Ou quando a gente engorda.
Mas tem coisa melhor que engordar no fim da tarde ouvindo um samba do lado de quem a gente ama?