Era pra ser

Era pra ser só um “oi”. Mas virou “olá”, que virou um papo, que virou uma despedida seguida de outro papo, e mais um papo e quando a gente se deu conta, tava se abrindo. E era pra ser só um desabafo. Mas lavou a alma, descarregou o peso, deu rumo e os rumos se cruzaram. Era pra ser um encontro. Mas virou outro, que virou outro, que virou mais um, que virou um passeio. E era pra ser só eu, o mar e ela, tipo a música do Luan Santana. E virou mesmo. Veio o primeiro beijo, veio a sintonia, veio outro beijo, mais encontro, mais beijo, mais papo, mais rumo, mais tanta coisa boa que deu medo. Sempre dá medo. Era pra ser só medo. E virou despedida, virou lágrima, virou tentativa, virou mais medo. Era pra ser despedida. E virou mais lágrima, virou poesia, virou expectativa, virou frustração, virou ainda mais lágrima e finalmente virou despedida. Era pra dar “tchau”. Mas eu gostava mais quando era “oi”. E depois virava “olá”.