A menina de quatro aninhos diz “fulaninho, eu gosto de você”, enquanto o amado de cinco aninhos olha pra ela, sorri, e continua desenhando. Ela o puxa para um abraço. Dá até um beijinho no rosto, e ele parece até ver estrelinhas por uns segundos.
Ela resolve fazer um desenho para ele, e enquanto faz uma obra de arte com giz, de repente a ferramenta quebra. Não desce uma lágrima, mas em compensação, toda a sua atitude corporal muda. O semblante fica triste. O fulano, inexperiente demais para dizer “não se preocupe, está tudo bem”, fica olhando para ela sem saber muito bem o que fazer. E continua o desenho dela.
Desapontada consigo mesmo, a mocinha corre em direção a outro lugar, tentando se esconder e fugir da decepção que seu desenho se tornou.
E ele lá, correndo atrás dela, chamando pra continuar o desenho.
Como é bom desenhar, especialmente coraçõezinhos.
(P.S.: A cena é real. Eu presenciei. E foi uma das manifestações mais puras que vi na vida inteira. Obrigado, crianças!)