Da importância dos relacionamentos

Por que o amor romântico precisa ser mais importante que os outros?

Pra começo de conversa, tenho um sério problema em definir “pessoa amada”. Na verdade, até essa coisa de “romântico” está furada. Acho uma mesquinharia sentimental eleger alguém único para depositar amor, paixão, romance e outras coisas que tornam um namoro especial.

Gosto de romance. O problema é que não o vejo com a exclusividade dos apaixonados. Entendo essa coisa de ser romântico com o sentido piegas da educação, com o sorriso sincero e agradável, com as surpresas típicas de quem quer impressionar – e tudo isso, seja lá para quem e onde for.

Sei lá, acho que todo mundo merece um pouco de romance na vida.

O mesmo sobre definir a tal “pessoa amada”. Amo muita gente, com uma profundidade que muitas delas nem imaginam. Gosto da ideia de fazer loucuras de amor, mas não acho que devo ser exclusivo com a minha fulana especial.

Sua mãe não merece uma loucura de amor? Seus melhores amigos também não? Sua professora do ginásio?

Todo mundo gosta de carinho e de atenção. Mais do que isso, todo mundo gosta de se sentir especial.

Minha vida mudou radicalmente quando passei a compreender as relações: existem várias de várias formas, intensidade e expressão. Todas elas merecem o seu valor. Meu esforço pessoal e sincero está em distribuir sorrisos para quem cruza meu caminho – e é incrível o poder transformador deste gesto tão simples.

Acho que deveríamos repensar as relações.

O seu porteiro talvez mereça um pouco mais que cumprimentos superficiais e uma piadinha sobre o seu time. O seu namorado talvez mereça menos lágrimas e saudades. As pessoas ao seu redor merecem ouvir menos “tô indo” e mais “tô chegando”. Sem freio.