Peidaram no metrô.
Eu sei, eu sei, vocês tavam esperando que eu escrevesse sobre os nazistas e tal. Eu também. Mas quando fiquei até com os olhos vermelhos e tinha gente tossindo alto, perdi a concentração.
Não bastasse ter que me preocupar com guerra atômica, tiroteio na Brasil, túnel fechando, assalto no shopping, preço do tomate flutuando mais que bitcoin, me chega uma alma perdida enviada pelo capeta pra peidar no metrô.
Lotado.
Gente tossindo, a velhinha passando mal, mas quem se ferrou mesmo foi o grandão do meu lado. Dava pra ver que ele tava pálido já, porque não sei se vocês sabem, mas o ar quente sobe – apesar que Petrópolis é frio, vai entender.
E não existe peido frio, nem no ar-condicionado da linha 2 do Metrô do Rio.
Pensei que haveria um inquérito. Oras, se minha turma estivesse junto ia rolar protesto. Manifestação. Bomba de gás já tava rolando.
Mas friendly fire é esculacho.