Audiência pro amor

A gente precisa dar mais audiência pro amor e menos pro ódio.

[VT]

Não sei o que tá acontecendo no mundo, que a galera tá cada dia mais proliferando ódio. Eu sei, eu sei, o noticiário não tá ajudando e a vida lá fora tá mesmo cada dia mais complicada.

Mas tô vendo cada vez mais gente bacana, supimpa, do bem mesmo, dizendo que “odeia” isso ou aquilo. “Ódio” é um sentimento muito forte.

Como é que a gente vai construir um mundo mais repleto de amor se a gente tá pautando o contrário dele no dia-a-dia? Posso estar viajando, mas acho que se a gente abre espaço no coração pra esse sentimento negativo, então não deve sobrar muito pro amor.

Por favor entenda: não estou falando sobre criminalidade, sobre “levar bandido pra casa” ou aquele montão de outras coisas que algumas pessoas falam. Tô falando pura e simplesmente de sentimento.

Porque se a gente se enche de amor, trata melhor as pessoas. A gente respeita. Talvez você não consiga “amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, é claro. Mas se você pelo menos conseguir transformar o amor num estado de espírito mesmo, uma constante que não dependa do direcionamento pra alguém, já é alguma coisa.

Sim, porque de repente a gente não precisa usar o amor só com as pessoas. Só com a esposa, com o filho, com a mãe. De repente a gente começa a amar o dia, a vida, o momento… E aí isso vai se refletindo nas nossas relações diretas e indiretas!

E aí de repente quando a gente se deparar com as cenas dantescas dessa vida, talvez a gente tenha um pouco mais de serenidade. Talvez a gente evite dizer que deseja ver a morte de alguém.

A gente não pode se igualar àqueles que fazem o mal contra as outras pessoas.

A gente precisa amar. Senão realmente não vai haver um amanhã.