Contigo, meu gole de café parece água. Nada me abala, nada me acorda, nada me acalma. Olho em volta e não consigo saber como vim parar aqui sozinho. As paredes brancas não aumentam o ambiente e só me fazem sufocar.
Entenda: não estou falando de amor. Estou falando de alguma coisa muito louca que me fez acordar sorrindo essa manhã, sentindo algo estranho: tua ausência. Confesso, é saudade sim. Mas não é amor, isso não admito.
Só sei que preciso muito desse negócio que tô sentindo e não sei como resolver isso sem você por perto, bem perto, muito perto.
O cobertor de viscose parece até de luxo.