O sorriso do tamanho do mundo fazia Berenice preencher a alma de qualquer um. Até o homem mais seguro seria capaz de tremer com o conjunto perfeito de dentes, lábios, brilho no olho…
Toda manhã de domingo, Berenice caminhava com seu vestido florido. Era uma tradição no bairro bucólico de subúrbio, assistir o desfile da alegria personificada. Do amor em forma de gente.
A pele morena de Berenice ganhava um tom rosa, revelando a timidez da moça. Timidez menor que a coragem, é verdade, que garantia a manutenção deste ritual dominical.
Um domingo desses, Berê não saiu. E no seguinte também. A vizinhança estranhou, afinal, onde estaria aquele anjo de menina?
Ela engravidou.