A poesia invertida, doce de todo jeito

Nossa história está longe da poesia, tem cara de crônica cheia de idas e vindas, que vira até um livro épico, narrando a história de duas almas que se cruzam. E nada disso tem a ver com o mero envolvimento carnal. Talvez emocional. Mas sem dúvida nenhuma, temos um verdadeiro flerte intelectual.

E se quiser que a história seja em rima só pra entrar no clima e deixar tudo em cima, saiba que não é a hora ainda.

Ainda é tempo de trocar sorriso, dizer coisa boba de longe. Sem papo de pé-de-ouvido. E mesmo que eu fique viadinho querendo caminhar de mãos dadas contigo, só vou te dar meu carinho de bom rapaz. Por mais que queira me afogar no teu afeto, no máximo te mando beijinho no ar. Piscadinha. Dou língua lá de longe – que menino sapeca!

Nosso amor parece até um pirulito divertido, desenhado pra animar. Torna o dia melhor. Faz careta para o mundão em volta. Somos pura doçura. Carinha de anjo, fedor de bebida.

Você não é a última mulher do mundo. Mas quero que seja a última do meu.