Berenice falava de amor com a autoridade de um juiz dando a sentença de um culpado, após avaliar as devidas argumentações. Ela transmitia uma autoridade tamanha com esses papos de amor, que havia até quem chorasse.
Um dia, descobriram que Berê amava alguém. Calada, tristonha, irreconhecível, a menina apenas amava. Dizia que era uma felicidade triste, que a deixava com carinha de boba e olhando pro nada.
E assim foram dias, semanas, meses… E o mais óbvio: anos.
Berê nunca foi amada.