Aurélio Nascimento
30/08/2014, 10:35 pm

Tarde no museu

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Menor que minha canela, o garotinho mascarado entra no recinto, como que explorando uma selva que nenhum humano jamais pisara. Os pais orgulhosos observam o rebento, que acredita ser um herói. Por alguns instantes quase peço salvação a ele.

E o casal de velhinhos? A cena parece batida, um clichê de toda história de amor. Cheguei a pensar que isso não existia mais, que o amor acabou e tal. Mas lá foram os dois. O velhinho que nem aguentava mais andar, pousando a mão esquerda no ombro de sua velha. Fazendo carinho. Olhando o jeito dela de tomar café.

Do meu lado, uma mulher linda com uma criança de uns três aninhos. Esperta, a menina. Estava aprendendo a tirar fotos com o celular. Não demorou pra fazer amizade com uma adolescente do outro lado do salão.

A arte do reencontro. Amigas se abraçam, comemoram a chegada. Largam sorrisos, descarregam alegria.

E a menininha continua vibrante. Brinca com bolas infláveis. Criança tem dessas coisas, né? Tão felizes com um brinquedo novo… Ou com um pedaço de papelão… Ou com o próprio reflexo no espelho.

Vejo passado. Vejo futuro. Um museu de situações. Gente pra todo lado, e cada um com sua própria história.

Mas até agora não sei direito qual é a minha.

Aurélio Nascimento
27/08/2014, 4:23 pm

As fugas infinitas

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Corria dos seus medos como um cachorro fugindo do banho. Ribamar não erguia a cabeca, se escondia entre garrafas cheias de líquidos vazios. Não andava: peregrinava. Medos maiores que sua própria existência.

Tinha medo da poesia.

Olhando pra trás na sua vida, Ribamar realiza que o álcool não deixou muitas memórias. Nem as sóbrias. Sem a estrutura normal de uma pessoa qualquer, estar sentado num banco de praça não era uma opção. Era uma condição. Sim, Ribamar estava condicionado a viver bêbado embaixo daquele banquinho, pedindo trocados em troca de rascunhos num papel.

Ribamar fazia poesia.

Se sua vida estava longe de ser um poema, não poderia dizer o mesmo da sua pinga companheira. Havia um mundo enorme embaixo daquele banco fedorento. Ribamar era um compulsivo, não conseguia parar de beber. E de escrever. E de morrer.

Um dia acordou morto. Não havia mais vontade de fugir. Havia nada dentro de si. Apenas tripas. Apenas ossos. Apenas sangue.

Apenas medo.

Acabou a pinga, os trocados, os poemas…

Ribamar cometeu o erro de se apaixonar.

ENTRETERE
26/08/2014, 7:44 pm

Cachaça mineira, MC racista e um rolê no império turco otomano

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Pois é, um babaca de um MC rimou na batalha contra o Big Black, MC preto e gordo - algo que, até onde sei, não é um problema.

Aurélio Nascimento
22/08/2014, 3:54 pm

Um despertar de Ribamar

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Duas velhas banguelas, de pele esturricada e batom ridículo aplicados em lábios grossos eram a primeira visão de Ribamar ao se dar conta que ainda não havia chegado em casa. Ele desperta com um carimbó frenético vindo da jukebox ao lado da máquina caça níquel. Três Cachaceiros da mesa de trás estão aplaudindo as banguelas, o que contribui para o despertar.

Cabeça pesada, como de costume. Uma leve tontura, como todos os dias. Seu corpo frágil não faz o menor esforço em se levantar e sair daquele ambiente nada familiar. E a pergunta que não cala: como chegara ali? Ribamar esfrega os olhos e olha em volta, tentando encontrar algum sinal que lhe indique familiaridade.

No bar, as placas de “fiado só amanhã” não diziam nada. Ele percorre as paredes e não há uma foto sequer que ele lembre. Haviam apenas retratos de uma mulher ao lado de homens famosos, que ele não faz a menor questão de reconhecer.

Procura a rua. Paralelepípedos já muito surrados. Passa uma carroça. Linhas de energia, daquelas torres grandes, cortam a paisagem. Ribamar percebe que está longe do Centro quando avista dois vira-latas e uma cabra bebendo água da mesma poça.

De volta pro bar, ainda se apoiando nas paredes, o dono do estabelecimento cumprimenta sua ressaca: “rapaz, pensei que você tinha morrido! Ainda bem que as gostosas sem dente ali te salvaram ontem de noite e te trouxeram pra tomar uns anestésicos hehrhehe”._

De súbito, Ribamar olha para as pessoas. As banguelas de vestido amarrotado e maquiagem estranha parecem familiares.

Sua mãe era a pior dançarina de carimbó daquele bairro. E a namorada dela também.

Aurélio Nascimento
15/08/2014, 2:33 pm

Todo mundo é legal

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Porque até aquele cara de alta periculosidade tem seus amigos, seus amores, suas paixões… Mas o problema são as perversões. Ele se deixou levar.

Todo mundo é legal sim, e a gente tem que aceitar isso. É fato incontestável. Todo mundo é legal pra alguém. E mesmo que a gente não se enxergue como alguém legal, sempre tem uma criança de seis aninhos que te prova o contrário. Ou um desconhecido que vai com a tua cara.

Cara relação é uma chance.

Estamos sempre estragando tudo. Sim, você já estragou tudo com uma, talvez duas pessoas, mas provavelmente com um monte de gente. Nem precisa dizer que no fim das contas a gente perde pessoas por razões fúteis… Tão bobas quanto a cara que a gente faz quando dá tudo de si e no final não tem nada em troca.

Sem problemas, somos legais. Não somos legais para todo mundo, ou com todo mundo. Mas somos todos legais. Pra se soltar, uns precisam de uma ajuda médica, outros de cachaça, outros de desespero, ou apenas uma boa música. Quem sabe um café, ou cupcake?

No fim das contas, somos o que somos. Somos nós mesmos.

Mas o problema são as perversões.

ENTRETERE
15/08/2014, 12:25 am

Jazz na Baixada Fluminese: Toda quinta tem Panguajazz na ciclovia de Meriti

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Sim, isso mesmo que você leu: tão fazendo jazz no pé sujo que vende a cerveja mais gelada do sistema solar

Opinião » Wesley Brasil
27/07/2014, 11:30 am

Acabou o arrêgo na cultura da Baixada Fluminense

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A produção local está cansada de se calar e vai fazer um barulhão

Aurélio Nascimento
8/07/2014, 2:03 am

A última batida de um coraçãozão

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O pão amassado debaixo do braço, aliado aos passos trocados no meio da rua, denunciavam a embriaguez de Ribamar. A pergunta era uma só: cachaça? Água. Fazia um mês que ele não botava uma pinga na boca, mas mesmo assim parecia que o chão girava.

Naquela noite, acompanhado apenas de uns pães, Ribamar caminhava tentando achar o caminho de casa, ou de pelo menos algum lugar que parecesse um lar. Noite fria. Ansiava por um gole de café e um punhado de amor. Só encontrava a solidão da metrópole e a tontura companheira.

Dor na nuca. Sem cheiro de bebida, caminhava o bêbado, de raspão entre os carros que apenas buzinavam. Sai da rua, homem! Sai do caminho, seu infeliz! Pára de beber, cachaceiro!

Entre gritos, carros, cheiro de pão e tudo mais, Ribamar caiu para nunca mais levantar. Foi o ataque cardíaco mais solitário que a rua direita viu.

Ou melhor, não viu.

Opinião » Wesley Brasil
4/07/2014, 10:29 pm

Copa do Mundo e a cultura do feriado

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Já que está tendo Copa, o povo "se contenta" com os feriados e torce pela seleção

Opinião » Wesley Brasil
16/06/2014, 2:05 am

Vivemos a nova explosão cultural da Baixada Fluminense

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Está chegando a hora que ninguém mais dirá "não tem nada pra fazer por aqui"

Aurélio Nascimento
5/06/2014, 7:47 pm

Faroeste do subúrbio

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Dois copos sujos de uísque descansam sobre a mesa, enquanto Ribamar contempla a podridão da sua história. São alguns segundos até os copos voltarem ao trabalho, enchendo-se e fazendo um bung-jump: da mão direita cheia de calos à mesa arranhada de outros carnavais.

Ainda tonto, depois de meio litro de uísque, Ribamar olha ao redor tentando identificar o banheiro. Saiu cedo do trabalho hoje, é verdade, mas foi por uma boa causa. Afinal, não é todo dia que se completa 40 anos de idade.

Seria romântico tocar agora um blues antigo. Mas a jukebox dos milicianos só toca aqueles pagodes velhos, que um dia Ribamar usou para animar suas noites. Agora servem apenas como canção para seu cotovelo dolorido. Não, a vida não é romântica. Não a de Ribamar. Mas essa é sua festa, sua música, sua bebida, seu momento.

Dois caras de camisa de botão entram no recinto. Seria um momento faroeste, aquela coisa dos velhos tempos do uísque mais farto que água. Ribamar os encara, pensa que são os donos da máquina de música, já cansados de ganhar dinheiro às custas de bêbados. Para sua sorte, são apenas dois matadores, que acabaram de pegar sua recompensa por assassinar uma mulher velha, chata e com varizes.

Ribamar pagou os dois com o dinheiro que roubou mais cedo na repartição.

Opinião » Wesley Brasil
27/05/2014, 3:59 am

Que tipo de brasileiro tenho que ser para meu país me ajudar?

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Como não sentir orgulho do país que levo no meu sobrenome?

Aurélio Nascimento
18/05/2014, 10:41 pm

O amor de Berenice

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Podia ser a história de um grande amor, ou ainda a história do amor da vida de Berenice. Na dúvida, foi um amor bonito com passeios imaginários em ruas floridas com aroma de rosas. Pássaros cantando e tudo que um amor bonito como esse tem direito.

Berê sonhava com suas aventuras, distantes da satisfação carnal, mas repletos de momentos idealizados, fofos, e obviamente fadados ao fracasso.

Como boa menina exemplar, Berenice jamais falou com seu amado sobre seus sentimentos. Calou-se. Navegou apenas nas águas dos olhares, que afogavam os olhos de tantas lágrimas.

Assim foram anos. Muitos anos.

Semana passada Berenice se casou. Não foi com o amor da sua vida.

Mas a festa foi muito bonita.

Opinião » Wesley Brasil
6/05/2014, 6:30 am

A Baixada Fluminense não vai ganhar um real com a Copa

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Pois é, e o resto do texto só serve pra provar isso

100 em 1 Rio » Wesley Brasil
4/05/2014, 3:08 pm

Chegou o grande dia! Estamos a todo vapor neste 4/5

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Movidos pelo amor, os integrantes do 100 em 1 dia Rio estão espalhados pela cidade

Opinião » Wesley Brasil
2/05/2014, 3:41 am

Baixada Fluminense: Parabéns? Não, obrigado!

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O que temos para comemorar? O que temos para festejar? Sentaí, vou te contar umas coisas

Blog da Redação » Wesley Brasil
25/04/2014, 6:37 am

O Site da Baixada apoia o 4° Cineclube de Guerrilha da Baixada

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Apoio faz parte das iniciativas do SB em dar visibilidade para economia criativa da Baixada

Opinião » Wesley Brasil
22/04/2014, 6:00 am

Comunicação na Baixada Fluminense: um desafio que ninguém vence

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Veículos de comunicação, agências de publicidade, artistas, empresas, instituições de ensino e até políticos passam aperto para se comunicar com o baixadense

Opinião » Wesley Brasil
15/04/2014, 4:15 pm

Tá, vou explicar pra quê servem eventos como o Weboteco

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Networking, troca de conhecimento, testes de aceitação de startups, feedbacks de gente diferente, treinos de pitchings e por um acaso diversão

Aurélio Nascimento
12/04/2014, 3:50 pm

O último pique-nique

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Foi dada como louca, não clinicamente, mas socialmente. Berê se arrastava entre diferentes rodinhas, à procura do afeto que jamais tivera. Uma mocinha com vestido de renda no meio de gente com a cara amarrada e roupa preta. Berê era doce.

Na manhã daquele domingo, se espreguiçou sorridente pensando em quantas bondades espalharia até o seu destino, um jardim bonito que as pessoas mais cult da cidade iam fazer pique-nique. Sozinha, arruma sua bolsa. Prepara os biscoitinhos e vai cantarolando.

O caminho, que ela faz questão de seguir a pé, traz lembranças de uma vida bandida, roubando a atenção de gente tão desconexa quanto o CD mais novo do seu artista favorito.

Ahhh… O jardim… Aquelas famílias bonitas montadas no amor… Passarinhos cantando entre as árvores, que por sua vez montam belas sombras para a instalação das toalhas vermelhas. Suquinho de maçã.

Berenice estende sua toalha xadrez e distribui carinhosamente o chá, o suco à base de soja, os pãezinhos e as memórias de uma moça que já não estava em lugar algum.

Berê foi encontrada duas semanas depois com o corpo já podre numa trilha qualquer.

ENTRETERE
9/04/2014, 1:35 pm

Cara, o Slow dabf é um historiador da parada

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Três cervejas num boteco sujo da periferia e duas horas de papo: a melhor aula que tive sobre como o rap estourou no RJ

Cultura & Arte » Wesley Brasil
6/04/2014, 12:35 am

Leia o discurso de posse da presidência do Forum Cultural da Baixada

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Discurso Proferido por Genesis Torres durante a posse da gestão do Forum para o biênio 2014/16

Aurélio Nascimento
28/03/2014, 2:45 pm

Vigésimo andar

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O cheiro enloquecedor de maquiagem tornava a presença de Berenice ainda mais intensa. Um perfume diferente, que exalava personalidade, delicadeza e costas arranhadas. O cabelo ao vento, andar descompromissado

Abre-se uma porta de prédio comercial na Rua do Ouvidor, protegendo o saguão frio do calor da rua. É Berenice derretendo o mármore daquela portaria cinzenta. Suavemente pousa o indicador nos botões do elevador.

Vigésimo andar.

Deliciosamente ruiva, o vestido florido, a cara pintada, as unhas feitas. Quem é o sortudo que irá vê-la? Plim! A porta do elevador abre. Espelhos, botões prateados e acabamentos em ouro.

Sobe.

Entra gente no cubículo de transporte vertical. Ela pensa. Sabia que elevadores são considerados meios de transporte? E sobe os vinte andares num rapel de devaneios, curiosidades conhecidas como ‘cultura inútil’. Suave, chega seu andar.

Cobertura.

A câmera, operada por um gordo sujo no segundo andar, trancafiado entre monitores e aparelhos velhos, acompanha os passos de Berê pelo corredor.

De noite, a TV mostrava as imagens da mulher bem vestida que se jogou da cobertura.

Opinião » Wesley Brasil
18/03/2014, 3:16 am

Estamos todos desconectados, mas disso você já sabe

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Não somos escravos da tecnologia que nos chicoteia com Whatsapp, Facebbok e outras tranqueiras

100 em 1 Rio » Wesley Brasil
17/03/2014, 2:18 am

As pequenas atitudes mudarão o mundo

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Acredito cegamente no poder da gentileza e outras coisas que ficaram no passado

100 em 1 Rio » Wesley Brasil
14/03/2014, 2:17 pm

Estamos levando tudo a sério demais

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O Profeta Gentileza se sentiria envergonhado se nos visse no dia-a-dia

ENTRETERE
10/03/2014, 5:15 pm

Wobble na rua, pra ser mais exato, na Vila Mimosa

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"Festa estranha com gente esquisita" faz muito mais sentido num cenário de carros destruídos, botecos sujos e equipamento musical de última geração

Opinião » Wesley Brasil
25/02/2014, 2:08 pm

Estamos levando tudo a sério demais

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O Profeta Gentileza se sentiria envergonhado se nos visse no dia-a-dia

Opinião » Wesley Brasil
11/02/2014, 2:17 am

Sabe o assassinato de Belford Roxo? Normal na Baixada Fluminense…

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Historicamente convivemos com a figura do "matador" e ninguém nunca fez nada

Blog da Redação » Wesley Brasil
10/02/2014, 5:28 pm

No ar: Especial #VeraoBaixada

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Uma cobertura do que acontece na Baixada Fluminense na época mais quente do ano

Opinião » Wesley Brasil
28/01/2014, 11:27 am

Se o Rio está na moda, a Baixada está na tendência

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Bolha imobiliária, falta de espaço, preços inflacionados e violência farão o Rio não parecer tão fashion

Opinião » Wesley Brasil
21/01/2014, 11:16 am

Esquerda, direita ou água de côco: pra mim tanto faz

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Agora tá proibido ter opinião. Seja qual for, você só tem o direito de estar errado, ok?

Aurélio Nascimento
14/01/2014, 6:31 pm

Para nada, em lugar algum

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Uma vida resumida a açúcar, gordura e álcool: Ribamar se entorpece de todas as formas, sem mais razão alguma, sem inspiração ou amor. Apenas se desliga do universo à sua volta.

Amor? Só à posse, ou melhor, ao pertencimento dos seus múltiplos vícios, manifestados de formas que desafiam os seus sentidos. Ele já não sabe o que tocar, o que cheirar, o que ouvir, e muito menos o que provar. O que ver? Como enxergar com a visão turva?

Há quem julgue: “mendigo tem que morrer”. Mas tem três ou quatro pessoas que lhe servem uma sopa antes de dormir. Ribamar Viaja. Pensa um dia livre, sem vícios, que tenha até um horizonte para ele perseguir. Imagina sorrisos, gente que o ame e queira o seu bem.

Acorda, seu cachaceiro. Você não tem o direito de sonhar.

Percebe as calças já devidamente mijadas, o cheiro de merda empesteando seu cubículo dentro da caixa de papelão. Ribamar tenta lembrar como foi parar ali, mas por mais fundo que tente ir, não lembra de nada: nem de emprego, família, amigos…

Quando o palavrão lhe vem à mente, como única opção para reagir ao universo, Ribamar vê um rosto. Turvo, ainda sem forma alguma, coça os olhos na esperança de enxergar uma lembrança.

Mas não. É só um guarda municipal lhe enxotando do banquinho da praça.

Ribamar dá a volta no quarteirão e volta para onde estava com um copo de pinga na mão.

Opinião » Wesley Brasil
24/12/2013, 8:06 am

Não adianta investirmos dinheiro nos jovens: temos que empreender com eles

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Os jovens carregam a inovação na veia, e só precisam ser orientados da maneira correta

Opinião » Wesley Brasil
17/12/2013, 8:15 am

A hipocrisia da “entrada 1kg de alimentos”

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Sim, eu acho hipocrisia demais pedir 1kg de alimentos quando a coisa aperta

Opinião » Wesley Brasil
10/12/2013, 8:43 am

Ano sabático: você merece ter o seu

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Separar um ano inteiro da vida para não ter metas e descobrir a si mesmo pode ser mais transformador do que você imagina

Opinião » Wesley Brasil
27/11/2013, 12:13 am

O que a (re)inauguração da Casa de Cultura de Nova Iguaçu representa?

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Mais que um espaço público, o lugar representa resistência, criatividade e um ponto de encontro dos intelectuais - independente da sua formação

Opinião » Wesley Brasil
19/11/2013, 4:37 am

Sozinho sim, solitário nunca

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Ser "sozinho" deixou de significar um estado deprimente - e a cada dia mais gente opta por este estilo de vida

Opinião » Wesley Brasil
12/11/2013, 5:22 pm

Lei da selva e os crimes na Baixada Fluminense

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Assaltar crentes* e famílias são o grande hype da bandidagem cada dia mais covarde

Rendez vous com Sophia » Wesley Brasil
12/11/2013, 1:59 am

#DesafioNaReal: fui mentor na FIRJAN

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A convite do Maurício Calazans (CEO @ Neotrip), fui mentor de estudantes da Escola SESI no #DesafioNaReal. Comigo estava também o @ramonblum (Startup Researcher @ San Francisco, CA – USA), que foi meu sócio na @AgenciaSaliva. Escolhi dois grupos da Escola SESI de Duque de Caxias, e os treinei para fazer pitching. Infelizmente não ganhamos o prêmio, […]

Blog da Redação » Wesley Brasil
8/11/2013, 5:03 am

EDITORIAL: Começou o baralho de cartas marcadas, bem-vindos às eleições 2014

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Todo ano par é a mesma ladainha, e cada um escolhe um lado no período pré-eleitoral

Opinião » Wesley Brasil
5/11/2013, 6:11 am

A Baixada Fluminense também tem seus reis do camarote

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Espalhados entre boates e bares temáticos, há quem faça o que pode para chamar atenção através de bens materiais

ENTRETERE
4/11/2013, 1:54 pm

Ostentação, recalque e umas (pseudo)verdades sobre o Rei do Camarote

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A matéria da Veja SP só serviu para lembrar que vivemos a cultura da ostentação num país de miséria

ENTRETERE
4/11/2013, 1:30 am

Youtube Music Awards Rio: uma matinê com vista pro Pão-de-Açúcar

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Quando até o segurança sacaneia a lotação de um evento ao te dar informação, prepare-se para tudo

Encontrarte » Wesley Brasil
8/10/2013, 2:24 am

O Encontrarte 2013 acabou, mas ano que vem tem mais

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Durante dez dias nós usamos o pretexto de um festival de teatro para alcançar a verdadeira missão do Encontrarte: espalhar emoções, compartilhar abraços, gargalhadas, aprontar travessuras divertidas com a criançada, resgatar bons tempos dos mais vividos… O Encontrarte é a chance que todos nós temos para, literalmente, encontrarmos. Ponto. Seja qual for a busca, queremos […]

Encontrarte » Wesley Brasil
4/10/2013, 2:58 am

Felicidade, ou, a crônica sobre o que ignoramos saber

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Todo mundo quer ser feliz. Mas será que fazemos alguma coisa a respeito? Não apenas realizar-se, mas além: será que você faz algo pela felicidade alheia? Felicidade é uma questão de atitude – não apenas de sentimento. O espetáculo da noite de hoje, “Felicidade”, mostrou claramente que a felicidade dos personagens envolvia buscar a realização […]

Encontrarte » Wesley Brasil
3/10/2013, 3:06 am

O poder do sonho

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Ulisses recebeu do pai a incumbência de ser feliz. O compromisso com o sonho fez Ulisses tornar-se, na manhã chuvosa de uma quarta-feira de inverno, o representante de uma mensagem sagrada. A infância é uma conquista quando é regada de sonhos. Mas qual criança não sonha? É o brilho no olho que te faz se […]

Encontrarte » Wesley Brasil
30/09/2013, 3:34 am

Precisamos do direito de brincar

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No final do espetáculo de hoje avistamos uma menininha sozinha, brincando com seu ursinho: ela aproveitava o corrimão do mini anfiteatro do lado de fora do Sesc para servir de escorregador para o brinquedo, que teimava em parar no meio do caminho e não seguir o percurso inteiro. Mas ela não desistia. A turma da […]

Encontrarte » Wesley Brasil
29/09/2013, 3:47 am

A Descoberta das Américas e a parceria entre povos

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Lá estava Johan numa terra estranha, se adaptando ao novo lugar e a cultura local. E lá estava ele, com suas inusitadas parcerias lutando pela vida. Johan consegue seu pedaço de felicidade nessa vida de alguma maneira, é verdade – e não faz isso sozinho. Terceiro dia de Encontrarte, e o espetáculo encenado por Julio […]

Encontrarte » Wesley Brasil
28/09/2013, 2:34 am

Lotamos de novo: o povo está tentando dizer alguma coisa

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Segundo dia de Encontrarte, e às 18:30 já tínhamos uma fila enorme de gente para o espetáculo das 20h. É claro que ficamos felizes em levar tanta gente ao teatro, mas essa lotação ainda no segundo dia quer dizer algo mais. A lotação do Encontrarte é a prova que o morador da Baixada Fluminense tem […]